Sunday, April 3, 2011
Sunday, January 2, 2011
Os Mercados ou a Humanidade?
2011 será um ano decisivo e dramático para o povo português. Numa altura em que o país é diariamente "intoxicado" com propaganda neoliberal proveniente dos economistas que contribuíram para o gravíssimo problema económico-financeiro que Portugal atravessa - sendo o actual alvo dos mercados especulativos da dívida pública - é fundamental ler estas duas entrevistas do sociólogo Boaventura de Sousa Santos, das quais destacamos algumas ideias essenciais:
- As crises, de 2008 e 2009, que se pensava que poderiam ser superadas em 2010, não o foram. Pelo contrário, estão em constante agravamento e, provavelmente, vão ser muito mais graves para os portugueses a partir de Março.
- Portugal passou a ser um alvo de ataques especulativos que não se justificavam em termos estritamente económicos.
- O euro foi o grande negócio da Alemanha.
- Os nossos comentadores dizem mal do Estado, das políticas sociais, mas depois dizem umas frases suaves sobre os mercados financeiros.
- Portugal está em crise financeira por contágio. Porque é um elo fraco, porque é uma economia fraca, com problemas estruturais, mas não é a Portugal que os capitais financeiros querem atingir. Querem atingir Espanha e Itália. Só que não podem lá chegar sem ir por Portugal, pela Grécia e pela Irlanda.
- Os mercados são um bando de criminosos, que andam por aí muito bem vestidos, mas são uns mafiosos. Não há dúvida que se trata de um crime contra a humanidade, porque estão a lançar para a fome populações inteiras, para que uns poucos enriqueçam de uma maneira escandalosa.
- Estive em Nova Iorque e na 5.a Avenida bateram-se os recordes de venda dos produtos mais caros. Voltaram a abrir as carteiras, têm dinheiro como nunca em Wall Street, aqueles que produziram a crise.
- Nunca imaginei que o neoliberalismo tivesse canibalizado tanto os estados. O neoliberalismo nacionalizou os estados, os bancos nacionalizaram os estados, não foram os estados que nacionalizaram os bancos.
- Passou a ideia de que um banco não pode falir. As empresas podem falir, um banco não pode falir.
- Os abutres dos mercados financeiros estão a destruir a riqueza do mundo para se enriquecerem escandalosamente sem nenhum controlo e há-de haver um momento em que o povo, os governos, vão dizer basta. E os portugueses, quando começarem a sentir no bolso e na cabeça, e não só no bolso, estas medidas que vão começar a ser aplicadas.
- O Presidente da República Cavaco Silva tem dito que não se deve achincalhar os mercados porque eles podem reagir contra nós...Penso que o senhor Presidente da República está equivocado. Não há outra solução para a Europa que não seja a regulação financeira. Os mercados vão destruir o bem-estar das populações, criar um empobrecimento geral do mundo, para o enriquecimento de poucos. É necessária uma regulação forte.
- O FMI vai entrar em Portugal? Não tenho nenhuma confiança de que os que estão nesse grande mercado lucrativo dos títulos de dívida soberana não estejam com os olhos em Portugal. Para chegar a Espanha, obviamente. Como é que fazem isso? Com outra coisa escandalosa, que são as agências de notação.
- Vai haver obviamente mais contestação na Europa. É dessa contestação que vai surgir o golpe de asa de que precisamos e vamos tê-lo por pressão popular.
- Incrivelmente, há aí muitos tontos, economistas trauliteiros, que tenho hoje muita dificuldade em respeitar, que até parece que desejam o FMI. Mas desejam--no porque têm boas reformas, bons empregos, foram ministros ou estão em grandes empresas, são aqueles que não serão nada atingidos por essas medidas.
- O WikiLeaks foi o acontecimento internacional do ano. Agora sabemos o que foi feito no Iraque. Os dados que têm saído do WikiLeaks são aterradores, acerca da brutalidade da guerra e das atrocidades que se cometeram, da falsidade dos discursos que se fizeram. Percebemos como é despótico o poder, como é falso e hipócrita. O mundo está feito de falsidade e o WikiLeaks foi uma grande desilusão para quem acreditava que a diplomacia era uma coisa muito nobre.
- Estamos a passar de um período em que os activistas eram todos aqueles que estavam normalmente de fora - os revolucionários, os anarquistas, os sindicalistas não tinham nada a ver com o sistema - para um período em que as transformações, as alterações têm partido de dentro do sistema. Vêm de quem tem acesso ao conhecimento.
Posted by
Luís Alves
on
2.1.11
1 comments
Labels: economia, modelo português, portuguese
Sunday, October 24, 2010
Urgente recuperar modelo de organização de cidades do Sul da Europa
O director de programação e planeamento da Agência Ecologia Urbana de Barcelona, Francisco Cárdenas, deu uma interessante e elucidativa entrevista ao Jornal Público, da qual apresentamos uma síntese dos pontos que nos parecem mais relevantes:
Análise:
- Actual modelo: modelo de organização de cidade americana, onde o espaço público pertence aos automóveis privados. Ou há peões ou condutores: não há cidadãos.
- Urgente recuperar o modelo de organização de cidades do Sul da Europa - cidade compacta : modelo de uma cidade diversa e complexa, onde o espaço público é importante.
- Veículo privado, pouco a pouco tornou-se o dono das cidades ; dependência do veículo privado é a grande perversão das cidades actuais; planificadores passaram a desenhar as cidades a pensar neles.
- Na maioria das cidades médias e grandes, no Sul da Europa, cerca de 70 por cento do espaço público é para o veículo privado.
- Para que um carro não passe numa rua há muito poucas soluções. O estacionamento e as portagens já são utilizadas (estas de forma algo injusta); quarteirões - à volta deles seria possível circular, dentro não.
- Funcionalidade das cidades - Mas porque é que as cargas e descargas se podem fazer durante todo o dia?
- O transporte público tem de ter qualidade - frequência e cobertura - para ser competitivo.
- Em Barcelona, um distrito com 150 mil pessoas, só se tocou em 4% dos carros. O que se mudou é que os carros em vez de irem por onde querem, vão por onde foi definido.
- Quando os arquitectos desenham uma casa pensam muito no conforto - as cores, a luz, a temperatura, o solo - no espaço público não se pensa nisso.
- Desenhar cidades como se desenham casas - conceitos de habitabilidade e de conforto têm de estar associados.
- Retirar os carros das cidades, é preciso levar as pessoas lá - tendência tem sido outra, com as cidades dormitório a aumentar. Expulsava-se a população para os arredores; e depois para os arredores dos arredores... e por aí adiante.
- A população irá regressar – talvez daqui a 5 ou 15 anos, mas voltará.
- Nova rede de autocarros; implementação de um urbanismo em 3 planos: altura, superfície e subterrâneo; veículos podem - e devem - ocupar mais o subsolo para estacionamento; optimizar o consumo de energia.
- Agência de Ecologia Urbana de Barcelona desenvolve projectos por toda a Europa. Em Espanha, além de Barcelona e arredores, trabalha com Madrid e Corunha, por exemplo. Em Portugal, com vários municípios do eixo atlântico: Porto, Vila Real, Bragança.
- É um modelo de cidade difusa, que não cria cidades, cria ajuntamentos urbanos. Em Portugal, o modelo das cidades difusas está implementado de uma maneira particularmente escandalosa. Em Espanha também.
- Políticos não têm a coragem de assumir o compromisso de projectos a longo prazo.
- Ao cidadão cabe a parte de reivindicar a cidade para si, de reivindicar o direito de sair à rua sem medo de ser atropelado, de poder caminhar numa cidade com qualidade de ar, sem ruído excessivo.
- Insustentável - em menos de 20 anos os recursos poderão acabar. Vive-se como se os recursos fossem infinitos, fazemos cidades como se a energia fosse infinita, como se a tecnologia resolvesse tudo.
- Olha-se para o PIB e parece que está tudo bem. Se se vendem mais carros, é possível que ele cresça.
- ”Há pessoas que aqui [aponta para a cabeça] a única coisa que têm é um automóvel.”
Posted by
Luís Alves
on
24.10.10
1 comments
Labels: environment, modelo português, news, planeamento/transportes, portuguese, urbanismo
Sunday, October 10, 2010
Alentejo pressiona por Regionalização
![]() |
| Central Fotovoltaica de Serpa(Brinches) by Mokkikunta |
O Alentejo é uma região com baixa densidade populacional, ocupando quase 33% da área de Portugal, mas tendo apenas 5,2% dos seus habitantes. Sendo uma das regiões europeias com maior decréscimo populacional, só será possível inverter o seu declínio económico através de um afluxo de população.
Até agora, o Alentejo não tem cidades com dimensão suficiente para obter economias de escala, em parte devido a um fraco sistema urbano que está bloqueando o seu desenvolvimento. No entanto, Évora, com cerca de 50.000 habitantes, apresenta uma dinâmica muito positiva com algum potencial para inverter esta tendência negativa.
Para um efectivo desenvolvimento regional do Alentejo, é fundamental desenvolver o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, em todo seu todo potencial - agro-indústria, agricultura, irrigação, turismo e energias renováveis. Esta poderia ser uma grande oportunidade para desenvolver o potencial do Alentejo na produção de electricidade a partir de fontes renováveis. A produção será realizada por centrais fotovoltaicas centralizadas, a Central Hidroeléctrica de Alqueva, pequenas centrais hidroelétricas, mini-centrais fotovoltaicas e Microgeração.
Posted by
Luís Alves
on
10.10.10
0
comments
Labels: descentralização, environment, news, portuguese
Tuesday, July 13, 2010
Uma estratégia pouco artística
2. Incumbe ao Estado, em colaboração com todos os agentes culturais:
a) Incentivar e assegurar o acesso de todos os cidadãos aos meios e instrumentos de acção cultural, bem como corrigir as assimetrias existentes no país em tal domínio;
b) Apoiar as iniciativas que estimulem a criação individual e colectiva, nas suas múltiplas formas e expressões, e uma maior circulação das obras e dos bens culturais de qualidade;
c) Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum;
d) Desenvolver as relações culturais com todos os povos, especialmente os de língua portuguesa, e assegurar a defesa e a promoção da cultura portuguesa no estrangeiro;
e) Articular a política cultural e as demais políticas sectoriais
Posted by
Luís Alves
on
13.7.10
0
comments
Labels: culture, descentralização, modelo português, portuguese
Tuesday, July 6, 2010
Promover a Coesão, Descentralizar o Estado, Desenvolver as Regiões: Que desafios em Portugal e na Europa?
- Excerto dum interessante relatório em inglês, publicado em 2007, Regionalisation in Europe (II. European regionalism, an overview), um documento de trabalho da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que descreve a evolução do regionalismo na Europa nos últimos anos e dá uma visão geral da situação nos países europeus regionalizados.
- "Finlândia: Municípios e Descentralização" - neste artigo de 2007, são tratadas duma forma genérica e numa perspectiva comparativa, duas formas de descentralização de dois territórios distantes: Finlândia e Portugal. São abordados vários aspectos, tais como: a crise económica finlandesa de 90-93 e as suas causas; a recuperação económica finlandesa e os factores que a potenciaram, bem como a forma como sobreviveram os sistemas de saúde, assistência social e educação; dados históricos acerca da sua democracia parlamentar; a divisão administrativa e política do estado finlandês (e do estado português), com especial destaque para o papel dos municípios finlandeses; a problemática da descentralização/regionalização e comparações com Portugal.
Posted by
Luís Alves
on
6.7.10
0
comments
Labels: descentralização, modelo finlandês, modelo português, portuguese
Tuesday, June 22, 2010
Regionalização: solução política para o problema do transporte público
Uma excelente entrevista do especialista em transportes, Mário Alves, na qual defende que só com a regionalização se resolverá o problema do transporte público em Portugal, devendo o transporte urbano passar para a tutela de autarquias regionais, supramunicipais. De seguida apresento uma síntese da entrevista, focando os pontos que considero mais importantes:
- MOBILIDADE é um problema político com soluções políticas.
- Falta planeamento estratégico de longo prazo.
- Transportes públicos têm de ser apoiados porque trazem grandes benefícios sociais
- Faltam autarquias REGIONAIS que definam estratégias coerentes de transporte e mobilidade a nível metropolitano (ex: autarquia metropolitana de Madrid).
- Falta de coragem política para restringir o uso do AUTOMÓVEL.
- Urgente áreas metropolitanas relançarem o debate da Regionalização.
- Transporte individual é subsidiado e não paga os custos sociais (congestionamento, poluição atmosférica, acidentes rodoviários, emissões de gases, etc).
- Preparar cidades para pessoas com mobilidade reduzida faz com que as cidades fiquem melhores e mais confortáveis.
- Nos próximos anos, quase certa a escassez de combustíveis fosseis.
- Cada vez mais caro o uso de veículos tradicionais.
Posted by
Luís Alves
on
22.6.10
0
comments
Labels: descentralização, modelo português, planeamento/transportes, portuguese, urbanismo
Monday, June 21, 2010
“Região piloto” para testar Regionalização?
Mon Jun 21 19:42:14 via TweetMeme
Também poderão fazer o "download" do PDF através deste link.
No Facebook participe na sondagem "“Região piloto” para testar regionalização?".
Posted by
Luís Alves
on
21.6.10
0
comments
Labels: descentralização, modelo português, portuguese
Thursday, March 4, 2010
Keynes e Krugman num Plano Inclinado
Posted by
Luís Alves
on
4.3.10
2
comments
Labels: DebtCrisis, descentralização, economia, modelo português, portuguese
Saturday, September 6, 2008
Câmara de Évora exige esclarecimentos sobre deslocalização do projecto Skylander para França
Recentemente, coloquei aqui uma questão relativa à urgência em regionalizar o país, referindo-me particularmente ao caso alentejano.
Posted by
Luís Alves
on
6.9.08
0
comments
Labels: descentralização, economia, modelo português, news, portuguese
Sunday, August 24, 2008
Assine a Petição pela Regionalização
O movimento cívico "Regiões, Sim!" lançou uma campanha nacional que visa a recolha de 15 mil assinaturas para uma petição a favor da regionalização, a entregar na Assembleia da República.Posts relacionados:
Movimento Cívico "Regiões, Sim" nasce em Coimbra, no fim de Abril
"Regiões, Sim!" - "Objectivo Lex"
“Argumentário” básico sobre a temática da Regionalização
Regionalização: conferência junta centenas de pessoas no Estádio Algarve
"Regiões, Sim!" vai inaugurar sede em Faro
"Regiões, Sim!" vai realizar sondagem
Posted by
Luís Alves
on
24.8.08
0
comments
Labels: descentralização, modelo português, news, portuguese
Sunday, July 13, 2008
É urgente regionalizar o Alentejo?
Continue a ler
Posted by
Luís Alves
on
13.7.08
0
comments
Labels: descentralização, economia, environment, modelo português, portuguese, renewable energies
Monday, March 17, 2008
"Regiões, Sim!" vai realizar sondagem
Segundo o diário "Região Sul", o Movimento Cívico “Regiões, Sim!” pretende realizar uma sondagem a nível nacional sobre a questão da Regionalização. Segundo o diário, para tal, o movimento necessita de verbas, tendo iniciado uma campanha de angariação de fundos que financiará igualmente a campanha nacional de subscrição de assinaturas.Pode ler o artigo completo através deste link.
Concorda com a instituição das regiões administrativas? (segundo o modelo das 5 "regiões-plano")
Posted by
Luís Alves
on
17.3.08
0
comments
Labels: descentralização, modelo português, news, portuguese
Tuesday, February 5, 2008
Koistinen (3/3)
Continue a ler
Uma personagem como a do guarda-nocturno Koistinen tem de ser credível, mas também tem de representar o homem comum, ser simbólica. Pensou nisso quando a concebeu, ou não liga a essas coisas?Eu concebo sempre uma ilusão de personagem a que o actor dá carne e osso. Tudo isso depende muito do actor, mais do que da personagem. Cito Buñuel: "Os meus filmes não têm simbolismos." Mas o Buñuel estava a mentir. Quanto a mim, não sei. Mas prefiro ter uma personagem que seja credível. E isso é com o actor. Escolho-os muito pelo rostos, pelo que conseguem mostrar do seu íntimo nos rostos.Como definiria a personagem de Koistinen? Muitos críticos chamaram-lhe "desgraçado" ou "pobre diabo". Mas não é, principalmente, um homem ingénuo e decente que acredita num mundo bom?E custa sê-lo (risos). Ele é um lutador, é difícil derrubá-lo. Quer fazer algo de útil e de bom na vida, melhorar a sua condição. É como uma personagem de Buster Keaton, nesse sentido. Quanto mais apanha, mais força tem ao levantar-se. Mas não tem sorte nenhuma.
Os seus filmes têm um enquadramento realista, mas por outro lado contradizem- no. Não há carros, tecnologia moderna... Considera-se um cineasta "realista"?No que respeita a carros, sou o último romântico. Os carros modernos são muito feios, detesto-os, não posso mostrá-los. Nem que quisesse.E a tecnologia? Nasceu no país da Nokia, mas não há telemóveis nos seus filmes.A Nokia é, a 98 por cento, propriedade de fundos de pensões americanos. Não gosto dos tempos modernos. Gosto dos anos 50, do design desse tempo. E agora, também dos anos 60. E se viver mais uns anos, a década de 70, apesar de ter sido a mais feia de todas.
Koistinen (1/3)
Koistinen (2/3)
Posted by
Luís Alves
on
5.2.08
0
comments
Labels: economia, modelo finlandês, portuguese
Monday, February 4, 2008
Koistinen (2/3)
1. Conceito de classe social
O mercado de trabalho - é pressionado pelo poder da classe dominante, com o objectivo de criar desemprego e desta maneira subverter a oposição ao seu reino, através da deflação, perdas de confiança dos investidores, ciclos económicos consecutivos de crescimento/abrandamento.
Continue a ler
2. As limitações do reformismo
Este tipo de políticas estão a conduzir a uma polarização social cada vez maior e a uma instabilidade e insegurança crescente na chamada classe média - os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres.
Referências:
Journal Theory and Society, How limited is reformism?
Wikipedia article: “Social class”
Koistinen (1/3)
Koistinen (3/3)
Posted by
Luís Alves
on
4.2.08
0
comments
Labels: economia, modelo finlandês, portuguese
Friday, February 1, 2008
Koistinen (1/3)
Continue a ler
2. Visão desfocada do indivíduo
3. Visão focada no indivíduo
Running the Numbers - An American Self-Portrait by Chris Jordan
Koistinen (2/3)
Koistinen (3/3)
Publicado em www.newropeans-magazine.org
Posted by
Luís Alves
on
1.2.08
0
comments
Labels: economia, modelo finlandês, portuguese
Globalização e Descentralização
Significa devolver o poder ao povo, oferecendo mais oportunidades de intervenção democrática e uma maior proximidade entre o representante e o eleitor. O factor proximidade é vital para o sistema democrático e contribuí para a humanização das relações de poder.
Por meio duma gestão económica global, distante e "fria", a globalização capitalista conduz à desumanização e à transformação do trabalho humano em mera mercadoria.
Embora indirectamente relacionado com a temática da descentralização/regionalização, é em redor do tema da globalização económica e algumas das suas consequências, que se desenvolverão os próximos três “posts”.
Posted by
Luís Alves
on
1.2.08
1 comments
Labels: descentralização, economia, portuguese, weblog
Sunday, January 13, 2008
Paz, Pão, Saúde, Educação
image by by Thanos K & Asa B - Ovimagazine
Continue a ler
Assim, o Estado é obrigado a garantir o SNS. Se não o fizer através da administração central ou desconcentrada, terá de criar as condições económicas e políticas necessárias às autarquias locais e regionais. Recentemente, tem estado a decorrer um processo de transferência de competências da administração central para a local. No entanto, na área da Saúde parece estar em “stand-by”.
Vantagens [1]
Desvantagens
Formas de superar as desvantagens
Palavras de esperança, mas tambem de desilusão por promessas que ficaram por cumprir desde 25 de Abril de 1974.
Referência:
[1] Davey, Kenneth, Division of reponsibility between levels of power, 2003
Posted by
Luís Alves
on
13.1.08
0
comments
Labels: descentralização, economia, educação, modelo português, portuguese, saúde
Sunday, December 23, 2007
Christmas Peace in the Heart of Nature
Christmas peace near the Korvatunturi Fell
Posted by
Luís Alves
on
23.12.07
Labels: english, portuguese, suomeksi/finnish, weblog
Wednesday, November 21, 2007
Regionalização em "banho Maria" até 2009?
O défice
4 - Realização de um referendo no início da próxima legislatura.
A reforma da administração pública está por executar
Necessário um entendimento político sobre questões essenciais
- o mapa das regiões administrativas
- quadro institucional das regiões administrativas ( competências, órgãos e financiamento)
O processo de Regionalização está, pois, dependente dum entendimento entre as cúpulas do "bloco central".
Mais recentemente o impasse confirmava-se:
Será sustentável este adiamento?
Posted by
Luís Alves
on
21.11.07
Labels: descentralização, economia, modelo português, news, portuguese
























