Covers environment, transportation, urban and regional planning, economic and social issues with a focus on Finland and Portugal.

Sunday, April 17, 2011

Finland Elections 2011 / Suomen Vaalit 2011

Live blog of Finland's 2011 parliamentary election

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Wednesday, April 6, 2011

Portugal Requests EU Bailout‎: the Wrong signal at the Wrong time



Communication of Portugal PM, José Socrates - [Jornal Publico]

"As always said to Portuguese, the rejection of the Stability and Growth Pact in the Parliament, on March 23, dramatically worsened the financial situation of our country. The rejection of the Government proposed  "PEC", which had the support and vote of confidence from European institutions, was the  more wrong signal  that we could give to the financial markets and international institutions. It was the wrong signal at the wrong time."

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Sunday, April 3, 2011

"Regionalização" na RTV [VIDEO]



Excelente e descontraída entrevista do economista António Almeida Felizes, coordenador do blog Regiões ("Regionalização"), do qual eu faço parte, desde 2007, como editor. A todos aqueles interessados no tema "Regionalização", recomendo vivamente que vejam, com atenção, o video desta entrevista gravada no canal RTV - Regiões TV, no programa "Blogs e Companhia" apresentado por José Ferraz Alves.

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Wednesday, March 23, 2011

Portugal PM Socrates Resigns After Parliament Rejects Austerity Plan [VIDEO]


Portugal political crisis over  sovereign debt - Prime Minister José Sócrates tendered his resignation after Parliament rejected a new government austerity plan (PEC IV), moves expected to greatly increase pressure on the country to accept an international bailout.
In Ireland a bail-out by the euro zone’s rescue fund helped to force the government into calling (and losing) an early election. In Portugal an early election may force the government into accepting a bail-out. The question is: which government?

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Portugal and Finland could overshadow EU summit


FT.com / Brussels - #Brussels fears #Lisbon left rudderless http://t.co/d2XMLlMWed Mar 23
‎Even if Portugal were to ride out the storm with its government in limbo, European officials worry that failure to pass the EU-backed measures on Wednesday and Mr Sócrates’ resignation could overshadow the upcoming summit.
“If there is a fall of the Portuguese government, we’re in trouble,” said one senior European diplomat involved in economic negotiations. “How do you sell this as a credible collective response?”

"Finland Holds Key to #Euro Zone ‘Grand Bargain’ - CNBC-http://www.cnbc.com/id/42206590Wed Mar 23
When European Union leaders gather in Brussels at the end of the week to finalise a much-anticipated “grand bargain” to solve their debt crisis, the eyes of the financial markets will be focused on an unlikely place: Finland.
After months of negotiations, the Finnish government, normally one of the most pro-European Union members in the bloc, is set to hold up one of the central elements of the package, in part because it has been blindsided at home by the rise of a populist anti-euro party that is threatening to cause havoc in next month’s national elections.(...)
Without unanimity in the euro zone, the deal could fall apart. In an interview with the Financial Times, Ms Kiviniemi acknowledged that Finland was playing the unusual role of “troublemaker” in negotiations.
But, with the parliament’s Europe committee opposing the increase and the legislature dissolved ahead of the April 17 elections, her hands are tied. 
“I don’t have the mandate from the parliament to increase them,” she said, noting it would have to be called back into an emergency session to approve an increase.
“It would be very, very difficult. I would say impossible, because this topic is a very hot one.” Ms Kiviniemi is not the only one struggling with the issue. 
UPDATE
Portugal Premier Quits After Austerity Plan Is Rejected

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Friday, January 14, 2011

No, Paul Krugman, Portugal Is Not Broke


No, Paul #Krugman, #Portugal Is Not Broke: the Game is Over. http://goo.gl/SHXDE #euroThu Jan 13 

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Sunday, January 2, 2011

Os Mercados ou a Humanidade?



2011 será um ano decisivo e dramático para o povo português. Numa altura em que o país é diariamente "intoxicado" com propaganda neoliberal proveniente dos economistas que contribuíram para o gravíssimo problema económico-financeiro que Portugal atravessa - sendo o actual alvo dos mercados especulativos da dívida pública - é fundamental ler estas duas entrevistas do sociólogo Boaventura de Sousa Santos, das quais destacamos algumas ideias essenciais:
  • As crises, de 2008 e 2009, que se pensava que poderiam ser superadas em 2010, não o foram. Pelo contrário, estão em constante agravamento e, provavelmente, vão ser muito mais graves para os portugueses a partir de Março.
  • Portugal passou a ser um alvo de ataques especulativos que não se justificavam em termos estritamente económicos.
  • O euro foi o grande negócio da Alemanha.
  • Os nossos comentadores dizem mal do Estado, das políticas sociais, mas depois dizem umas frases suaves sobre os mercados financeiros.
  • Portugal está em crise financeira por contágio. Porque é um elo fraco, porque é uma economia fraca, com problemas estruturais, mas não é a Portugal que os capitais financeiros querem atingir. Querem atingir Espanha e Itália. Só que não podem lá chegar sem ir por Portugal, pela Grécia e pela Irlanda.
  • Os mercados são um bando de criminosos, que andam por aí muito bem vestidos, mas são uns mafiosos. Não há dúvida que se trata de um crime contra a humanidade, porque estão a lançar para a fome populações inteiras, para que uns poucos enriqueçam de uma maneira escandalosa. 
  • Estive em Nova Iorque e na 5.a Avenida bateram-se os recordes de venda dos produtos mais caros. Voltaram a abrir as carteiras, têm dinheiro como nunca em Wall Street, aqueles que produziram a crise.
  • Nunca imaginei que o neoliberalismo tivesse canibalizado tanto os estados. O neoliberalismo nacionalizou os estados, os bancos nacionalizaram os estados, não foram os estados que nacionalizaram os bancos. 
  • Passou a ideia de que um banco não pode falir. As empresas podem falir, um banco não pode falir. 
  • Os abutres dos mercados financeiros estão a destruir a riqueza do mundo para se enriquecerem escandalosamente sem nenhum controlo e há-de haver um momento em que o povo, os governos, vão dizer basta. E os portugueses, quando começarem a sentir no bolso e na cabeça, e não só no bolso, estas medidas que vão começar a ser aplicadas.
  • O Presidente da República Cavaco Silva tem dito que não se deve achincalhar os mercados porque eles podem reagir contra nós...Penso que o senhor Presidente da República está equivocado. Não há outra solução para a Europa que não seja a regulação financeira. Os mercados vão destruir o bem-estar das populações, criar um empobrecimento geral do mundo, para o enriquecimento de poucos. É necessária uma regulação forte.
  • O FMI vai entrar em Portugal? Não tenho nenhuma confiança de que os que estão nesse grande mercado lucrativo dos títulos de dívida soberana não estejam com os olhos em Portugal. Para chegar a Espanha, obviamente. Como é que fazem isso? Com outra coisa escandalosa, que são as agências de notação.
  • Vai haver obviamente mais contestação na Europa. É dessa contestação que vai surgir o golpe de asa de que precisamos e vamos tê-lo por pressão popular.
  • Incrivelmente, há aí muitos tontos, economistas trauliteiros, que tenho hoje muita dificuldade em respeitar, que até parece que desejam o FMI. Mas desejam--no porque têm boas reformas, bons empregos, foram ministros ou estão em grandes empresas, são aqueles que não serão nada atingidos por essas medidas.
  • O WikiLeaks foi o acontecimento internacional do ano. Agora sabemos o que foi feito no Iraque. Os dados que têm saído do WikiLeaks são aterradores, acerca da brutalidade da guerra e das atrocidades que se cometeram, da falsidade dos discursos que se fizeram. Percebemos como é despótico o poder, como é falso e hipócrita. O mundo está feito de falsidade e o WikiLeaks foi uma grande desilusão para quem acreditava que a diplomacia era uma coisa muito nobre
  • Estamos a passar de um período em que os activistas eram todos aqueles que estavam normalmente de fora - os revolucionários, os anarquistas, os sindicalistas não tinham nada a ver com o sistema - para um período em que as transformações, as alterações têm partido de dentro do sistema. Vêm de quem tem acesso ao conhecimento. 
Boaventura de Sousa Santos será o primeiro português e cientista social a receber o Prémio México de Ciência e Tecnologia. Será o Presidente mexicano que, dia 14, lhe entregará o galardão pelo trabalho no espaço ibero-americano.  Esperemos que os media corporativos portugueses lhe dêem também o destaque que merece...

Ler na íntegra as duas entrevistas através dos seguintes links:

"Os mercados cometem crimes contra a humanidade"  www.ionline.pt

"Com estas medidas de austeridade Portugal não vai pagar a dívida"  dn.sapo.pt

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Wednesday, December 22, 2010

Happy sixth birthday Ovi magazine!


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Thursday, November 11, 2010

Europe's Fastest Supercomputer serves Institute for Plasmas and Nuclear Fusion


Supercomputer Jugene (Jülich Blue Gene)  built by IBM for the Jülich Research Centre
via young-germany.de
In Lisbon, capital of Portugal, the Institute for Plasmas and Nuclear Fusion (IPFN), a research unit of Instituto Superior Técnico (IST), will be able to enjoy 31 million hours of the supercomputer Jugene (Jülich Blue Gene), the fastest supercomputer in Europe, with 300,000 processors. Jugen was built by IBM for the Jülich Research Centre  in Germany. 

IPFN is a leading Portuguese institution in physics research. It has the status of Associate Laboratory in the thematic areas of controlled nuclear fusion, plasma technologies and intense lasers

A collaboration led by IPFN with the University of California (USA) and the Rutherford Appleton Laboratory (UK) was honored by the Partnership for Advanced Computing in Europe (PRACE), which gave them a computational power equivalent to the continuous calculation of 3500 processors during a year and it has an estimated cost exceeding 300,000 euros. 

The project was distinguished by PRACE due to its high scientific quality, large scale, and potential significant impact on European and international level. The PRACE assigns supercomputing time to projects with innovative elements, transformative aspects, and a recognized scientific impact, including the possibility of obtaining results that can be published in journals with recognized scientific impact.

Frederico Fiúza e Luís Oliveira e Silva are the team responsibles of IPFN According to the first, "this project aims to explore the amplification of laser pulses in plasmas to obtain ultra-intense lasers, as well as the nuclear fusion processes induced by these lasers." 

New computational techniques recently developed by IPFN, will allow for the first time to study these processes at real scale, thus requiring access to the largest supercomputers in the world. The IPFN research team uses supercomputers to prove theory which could revolutionise lasers .

source: Ciência Hoje

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Tuesday, November 9, 2010

Portugal Near Default: Bond Yields Reach New 7% Record


A month ago, the portuguese Finance Minister  Teixeira dos Santos said that if the interest payments surpass the threshold of 7% , Portugal would have to start thinking of resorting to international aid.

Today, the  "yield" of Portuguese 10-year bond down slightly since the late morning, after hitting new highs (7 %) since Portugal adopted the euro currency.

While Ireland doesn't plan to enter primary markets the rest of this year, Portugal will auction as much as €1.25 billion bonds Wednesday. It is likely to pay record yields of nearly 7% on its 10-year bond, a level deemed unsustainable over the long term.

For Silva Lopes,  former Finance Minister  of Nobre da Costa Government,  assistance from the European Fund and the IMF would have two advantages. First, would reduce interest payments and, secondly, would bring the fiscal adjustment measures, that "governments have not been able to do." 

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Sunday, October 24, 2010

Urgente recuperar modelo de organização de cidades do Sul da Europa

Wordle: automóveisdonoscidades

O director de programação e planeamento da Agência Ecologia Urbana de Barcelona, Francisco Cárdenas, deu uma interessante e elucidativa entrevista ao Jornal Público, da qual apresentamos uma síntese dos pontos que nos parecem mais relevantes: 

Análise: 
  •  Actual modelo: modelo de organização de cidade americana, onde o espaço público pertence aos automóveis privados. Ou há peões ou condutores: não há cidadãos. 
  •  Urgente recuperar o modelo de organização de cidades do Sul da Europa - cidade compacta : modelo de uma cidade diversa e complexa, onde o espaço público é importante. 
  • Veículo privado, pouco a pouco tornou-se o dono das cidades ; dependência do veículo privado é a grande perversão das cidades actuais; planificadores passaram a desenhar as cidades a pensar neles.
  •  Na maioria das cidades médias e grandes, no Sul da Europa, cerca de 70 por cento do espaço público é para o veículo privado. 
 Propostas: 
  •  Para que um carro não passe numa rua há muito poucas soluções. O estacionamento e as portagens já são utilizadas (estas de forma algo injusta); quarteirões - à volta deles seria possível circular, dentro não.  
  •  Funcionalidade das cidades - Mas porque é que as cargas e descargas se podem fazer durante todo o dia? 
  •  O transporte público tem de ter qualidade - frequência e cobertura - para ser competitivo. 
  •  Em Barcelona, um distrito com 150 mil pessoas, só se tocou em 4% dos carros. O que se mudou é que os carros em vez de irem por onde querem, vão por onde foi definido.  
Agência de Ecologia Urbana de Barcelona: 
  •  Quando os arquitectos desenham uma casa pensam muito no conforto - as cores, a luz, a temperatura, o solo - no espaço público não se pensa nisso.  
  •  Desenhar cidades como se desenham casas - conceitos de habitabilidade e de conforto têm de estar associados.
  •  Retirar os carros das cidades, é preciso levar as pessoas lá - tendência tem sido outra, com as cidades dormitório a aumentar. Expulsava-se a população para os arredores; e depois para os arredores dos arredores... e por aí adiante. 
  •  A população irá regressar – talvez daqui a 5 ou 15 anos, mas voltará. 
Barcelona:
  •  Nova rede de autocarros; implementação de um urbanismo em 3 planos: altura, superfície e subterrâneo; veículos podem - e devem - ocupar mais o subsolo para estacionamento; optimizar o consumo de energia
  •  Agência de Ecologia Urbana de Barcelona desenvolve projectos por toda a Europa. Em Espanha, além de Barcelona e arredores, trabalha com Madrid e Corunha, por exemplo. Em Portugal, com vários municípios do eixo atlântico: Porto, Vila Real, Bragança.  
Sustentabilidade em Portugal:
  •  É um modelo de cidade difusa, que não cria cidades, cria ajuntamentos urbanos. Em Portugal, o modelo das cidades difusas está implementado de uma maneira particularmente escandalosa. Em Espanha também.  
  •  Políticos não têm a coragem de assumir o compromisso de projectos a longo prazo.
  •  Ao cidadão cabe a parte de reivindicar a cidade para si, de reivindicar o direito de sair à rua sem medo de ser atropelado, de poder caminhar numa cidade com qualidade de ar, sem ruído excessivo.
  •  Insustentável - em menos de 20 anos os recursos poderão acabar. Vive-se como se os recursos fossem infinitos, fazemos cidades como se a energia fosse infinita, como se a tecnologia resolvesse tudo. 
  •  Olha-se para o PIB e parece que está tudo bem. Se se vendem mais carros, é possível que ele cresça.
  •  ”Há pessoas que aqui [aponta para a cabeça] a única coisa que têm é um automóvel.”

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Thursday, October 14, 2010

Sunday, October 10, 2010

Alentejo pressiona por Regionalização

Central Fotovoltaica de Serpa(Brinches)  by Mokkikunta
Segundo o jornal Diário de Notícias, os promotores do almoço que juntou ontem actuais e antigos presidentes de câmara do Alentejo defenderam que o avanço da Regionalização poderá impulsionar o desenvolvimento e suprir "alguns problemas" da região, como o despovoamento

Contando com cerca de cem participantes, o almoço decorreu no Monte do Sobral,  freguesia de Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo (Évora), onde, em 1973, 136 oficiais portugueses realizaram uma reunião clandestina que marcou o início do Movimento das Forças Armadas.

O Alentejo é uma região com baixa densidade populacional, ocupando quase 33% da área de Portugal, mas  tendo apenas 5,2% dos seus habitantes. Sendo uma das regiões europeias com maior decréscimo populacional, só será possível inverter o seu declínio económico através de um afluxo de população.

Até agora, o Alentejo não tem cidades com dimensão suficiente para obter economias de escala, em parte devido a um fraco sistema urbano que está bloqueando o seu desenvolvimento. No entanto, Évora, com cerca de 50.000 habitantes, apresenta uma dinâmica muito positiva com algum potencial para inverter esta tendência negativa.

Para um efectivo desenvolvimento regional do Alentejo, é fundamental desenvolver o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, em todo seu todo potencial - agro-indústria, agricultura, irrigação, turismo e energias renováveis. Esta poderia ser uma grande oportunidade para desenvolver o potencial do Alentejo na produção de electricidade a partir de fontes renováveis.  A produção será realizada por centrais fotovoltaicas centralizadas, a Central Hidroeléctrica de Alqueva, pequenas centrais hidroelétricas, mini-centrais fotovoltaicas e Microgeração.

"A regionalização poderia ser muito importante para combater a questão da desertificação do Alentejo", afirmou no encontro, Fernando Sousa Caeiros, da comissão organizadora do encontro e antigo presidente da Câmara de Castro Verde (Beja). De realçar que a iniciativa pretendeu ser suprapartidária, tendo o objectivo sido atingido, segundo  Caeiros : "Contámos com a presença de autarcas dos vários partidos." 

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Tuesday, September 21, 2010

Alentejo: Two Portraits


Chronicle - "A Minha Terra Está Triste" - Article published in the "Diario do Alentejo"  in the early 70s, about human desertification.  (via patrimonio89)

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 Photovoltaic Power Station in  Amareleja (Moura, Alentejo region, Portugal, 2008)  by  mokkikunta

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Sunday, August 29, 2010

War Against Apathy

IMG_4676
Sotaan Apatiaa Vastaan        
War Against Apathy 
Guerra Contra a Apatia 
Guerre Contre l'Apathie

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Tuesday, August 10, 2010

How America can learn from the Clean-Energy success in Portugal

                                                      
Photos by Luis Alves

The New York Times published today an extensive article making reference to the Portuguese success in renewable energies and how Americans can learn from the case: Portugal Gives Itself a Clean-Energy Makeover.

Second the Portuguese newspaper Público the ”New York Times praises the success of the energetic turning in Portugal

In Portugal, as in the United States, politicians have sold green energy programs to communities with promises of job creation. Locally, the effect has often proved limited. For example, more than five years ago, the isolated city of Moura became the site of Portugal’s largest solar plant because it “gets the most sun of anywhere in Europe and has lots of useless space,” said José Maria Prazeres Pós-de-Mina, the mayor

But while 400 people built the Moura plant, only 20 to 25 work there now, since gathering sunlight requires little human labor. Unemployment remains at 15 percent, the mayor said — though researchers, engineers and foreign delegations frequently visit the town’s new solar research center., New York Times.

It´s worth noting that recognition, although there is much work ahead. It is also a good time to remind some articles published here in ”mokkikunta”  on solar power and electric cars.


“Alentejo: Solar Region”

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Tuesday, July 13, 2010

Uma estratégia pouco artística

Intolerable Beauty: Portraits of American Mass Consumption(2003 - 2005) - Circuit boards #2, New Orleans 2005 by Chris Jordan

A 24 de Março de 2010, o Teatro Fórum de Moura, estrutura artística e cultural alentejana, reagiu à primeira (Jornal Público, 24/3/2010) de uma série de entrevistas da Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, lançando um comunicado intitulado “Cai a Máscara à Ministra Gabriela” . Essa entrevista de Gabriela Canavilhas teve como pretexto a apresentação dum estudo da empresa Augusto Mateus & Associados sobre “O Sector Cultural e Criativo em Portugal” liderado por Augusto Mateus, O documento foi elaborado, na sequência de uma encomenda do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Públicas do Ministério da Cultura. 


Contrariamente às ”Grandes recomendações (Cultura e Competitividade)” do estudo,  não nos parece que o ”desafio central para as políticas públicas de dinamização do SCC"( Sector Cultural e Criativo)   se situe mais no ”terreno do contributo da cultura e da criatividade para a renovação e relançamento dos modelos competitivos das empresas” , do que no ”terreno do equilíbrio da cobertura territorial do país em matéria de equipamentos e infra-estruturas de índole cultural”. E quando o documento faz referência a modelos competitivos das ”regiões portuguesas”,  a que regiões se refere? Em Portugal Continental não existem Regiões Administrativas. Portanto, näo vale a pena definir um verdadeiro "desafio central" do SCC português, sem nele incluir e preconizar a ”regionalização ” do país (e do SCC por consequência). 

O que vivemos, actualmente, é uma profunda desigualdade territorial e um enorme desequílibrio entre a área social e a área económica. De facto, o que as grandes corporações sabem fazer é investir milhões de euros em produtos culturais massificadores de fraca qualidade. A função social das artes e da cultura é decisiva para um desenvolvimento sustentável do território. O ”produto cultural” não pode ser encarado como uma mera ”mercadoria” duma economia capitalista. É muito mais do que isso - é um espaço social de trabalhadores com direitos, é um espaço de liberdade de criação e de expressão e  é um espaço onde deve ser garantida a acessibilidade de toda a população aos meios de produção e fruição cultural. 

Sem dúvida que  ao longo das últimas décadas, os trabalhadores das artes e da cultura criaram estruturas, adquiriram meios de produção próprios, desenvolvendo um trabalho de serviço público descentralizado, na sua grande maioria substituindo-se ao Estado na responsabilidade de assegurar uma política cultural em todo o território nacional.

E o que a Gabriela Canavilhas não pode esquecer é aquilo que está previsto no artigo 78 da Constituição da República Portuguesa  (Fruição e criação cultural): 

2. Incumbe ao Estado, em colaboração com todos os agentes culturais: 
a) Incentivar e assegurar o acesso de todos os cidadãos aos meios e instrumentos de acção cultural, bem como corrigir as assimetrias existentes no país em tal domínio; 
b) Apoiar as iniciativas que estimulem a criação individual e colectiva, nas suas múltiplas formas e expressões, e uma maior circulação das obras e dos bens culturais de qualidade; 
c) Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum;  
d) Desenvolver as relações culturais com todos os povos, especialmente os de língua portuguesa, e assegurar a defesa e a promoção da cultura portuguesa no estrangeiro; 
e) Articular a política cultural e as demais políticas sectoriais 

A grave crise da dívida pública do estado português constitui uma oportunidade para a classe social dominante  acelerar o processo de controle social e cultural. A "destruição criativa"  neo-liberal - típica das políticas  que  têm conduzido ao enfraquecimento e colapso das instituições, segurança social, saúde, educação e cultura - não é mais do que a máscara da destruição do nossa rede social e cultural, a nível local . E para essa actuação "sectorial" o governo central parece já ter uma "artista", apoiada numa estratégia pouco artística.

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Thursday, July 8, 2010

Dust from North Africa sweeps Mainland Portugal


Second the Portuguese newspaper Público, there is a lot of dust in the air, but this time is not caused by industrial or motor vehicles pollution: it's the desert. Portugal is under the influence of a cloud of dust coming from North Africa, which is contributing to high levels of airborne particles.

It's a natural phenomenon that happens with some frequency, according to Francisco Ferreira, a specialist in air pollution and professor of  the Faculty  of Science and Technology (FCT), Universidade Nova de Lisboa. In recent days, Portugal has been  traversed by a mass of warm air transporting dust from North Africa and interior of Spain. Yesterday, in Algarve, in places where it rained,  the dust settled on cars, clothes and balconies. If it rains, it doesn't notice - the only sign may be a yellowish stripe on the horizon.

However, the stations of air quality are recognizing the passage of the desert cloud. Today's data published by the Portuguese Environment Agency indicates that in several parts of the country the concentration of particulates[1] (PM10) exceeds the limit value for the protection of human health (50 micrograms per cubic meter, on average daily).

"Part of these values is due to this natural phenomenon, no doubt", said Francisco Ferreira. In 2009, similar situations have affected the air quality in Portugal during 141 days, almost a third of the year. In 2010, so far there have been 40 days of natural pollution influence coming from the drylands of North Africa.

The evolution of this situation is daily followed by the Department of Environmental Sciences and Engineering (DCEA) from FCT, but its weight on the quality of air is not accounted for purposes of compliance with EU law, according to which there can be only 35 days per year with values above the limit for particulate matter.

[1] Particulates, alternatively referred to as particulate matter (PM) or fine particles, are tiny subdivisions of solid or liquid matter suspended in a gas or liquid. A particle with an aerodynamic diameter of 10 micrometers moves in a gas like a sphere of unit density (1 gram per cubic centimeter) with a diameter of 10 micrometers. The notation PM10 is used to describe particles of 10 micrometers or less  in aerodynamic diameter.

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Tuesday, July 6, 2010

Promover a Coesão, Descentralizar o Estado, Desenvolver as Regiões: Que desafios em Portugal e na Europa?


Como já foi aqui anunciado a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e o Conselho Regional do Norte promovem, a 7 de Julho de 2010, a realização do Seminário Internacional “Promover a Coesão, Descentralizar o Estado, Desenvolver as Regiões: Que desafios em Portugal e na Europa?”, que se realiza na cidade do Porto, com a participação de um reputado conjunto de personalidades e especialistas.

Tendo em conta a temática - uma análise comparativa de diferentes modelos e experiências internacionais, designadamente ao nível do modelo de governação, da distribuição de competências entre diferentes níveis de administração pública e do financiamento - apresento os dois seguintes links:
  1. Excerto dum interessante relatório em inglês, publicado em 2007, Regionalisation in Europe (II. European regionalism, an overview), um documento de trabalho da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que descreve a evolução do regionalismo na Europa nos últimos anos e dá uma visão geral da situação nos países europeus regionalizados.
  2. "Finlândia: Municípios e Descentralização" - neste artigo de 2007, são tratadas duma forma genérica e numa perspectiva comparativa, duas formas de descentralização de dois territórios distantes: Finlândia e Portugal. São abordados vários aspectos, tais como: a crise económica finlandesa de 90-93 e as suas causas; a recuperação económica finlandesa e os factores que a potenciaram, bem como a forma como sobreviveram os sistemas de saúde, assistência social e educação; dados históricos acerca da sua democracia parlamentar; a divisão administrativa e política do estado finlandês (e do estado português), com especial destaque para o papel dos municípios finlandeses; a problemática da descentralização/regionalização e comparações com Portugal.

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